No episódio “More Than Human” (2015), dirigido e narrado por Paul Giamatti, a série explora como a tecnologia e a ciência estão começando a ultrapassar o simples papel de consertar o corpo humano — projetando, em vez disso, transformações que o tornem mais forte, mais rápido, e mais inteligente.
É um olhar sobre a fronteira onde o homem encontra a máquina, questionando até que ponto podemos (ou devemos) nos tornar “mais que humanos”.
O episódio investiga tecnologias emergentes que já estão modificando o que significa ser humano — não apenas reparando deficiências, mas expandindo capacidades humanas.
Aqui estão alguns pontos centrais abordados:
Exoesqueletos e robótica assistiva: Por exemplo, o exoesqueleto FORTIS permite que usuários levantem cargas pesadas por períodos prolongados, reduzindo fadiga.
Também é mostrado o caso de Eric, um homem que perdeu o uso das pernas, usando um exoesqueleto para caminhar novamente.
Aprimoramento sensorial: VEST (Versatile Extra Sensory Transducer) — um dispositivo que capta sons e os converte em vibrações que podem ser percebidas por pessoas surdas, ajudando-as a “ouvir” de modo alternativo.
Outras pesquisas contemplam sentidos “alternativos” que misturam realidade virtual ou interfaces neurais para transmitir informações sensoriais “extras”.
Interação cérebro–máquina / comunicação neural: É explorada a possibilidade de que, futuramente, dispositivos possam ler ou transmitir sinais neurais, permitindo que cérebros se comuniquem diretamente — algo como “telepatia tecnológica”.
Questões filosóficas, éticas e humanas: Ao longo do episódio, Giamatti questiona cientistas sobre os limites éticos: deveríamos fazer tudo que podemos?
Ele pergunta se, ao nos tornarmos parte máquina, ainda seremos humanos — ou algo diferente.
Também é discutido como essas tecnologias, embora poderosas, carregam riscos — sociais, econômicos, de privacidade — e exigem reflexão cuidadosa.
Narrativa pessoal com imersão: Giamatti aparece “em campo”, testando alguns dos dispositivos, interagindo com pesquisadores e usuários dessas tecnologias, o que confere um viés humano e próximo à narrativa.
No fim, o episódio não oferece respostas definitivas — mas provoca o espectador a refletir sobre até onde queremos (ou devemos) levar essa fusão entre biologia e tecnologia.
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Veja também The Nano Revolution – More Than Human para completar com esse vídeo.